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Diana Krall: Quiet nights in... Lisboa

Nasceu canadiana, mas o seu coração reparte-se agora um pouco por todo o mundo. Diana Krall veio a Lisboa, no sábado passado, apresentar o seu mais recente álbum, Quiet Nights, numa noite mágica no Campo Pequeno. Acompanhada por três músicos fantásticos, cantou durante quase duas horas, sempre amável e comunicadora. E encantou o público lisboeta.

Diana Krall surge em palco elegante, graciosa, num vestido preto fechado, bonita e de sorriso fácil. Senta-se cautelosamente ao piano, os longos dedos sobre as teclas brancas. Começa a cantar e a tocar, a sua voz melodiosa contrastando com o instrumento, o contrabaixo e a bateria a marcarem o ritmo, a guitarra a completar o cenário. E, num momento de silêncio, respira fundo e murmura: “Olá”.

O público entusiasta aplaude, sorri, deixa cair a lagrimazinha ao canto do olho. Diana interrompe alguns momentos musicais para falar do marido que está longe, dos filhos gémeos que a acompanham nesta digressão e falam melhor português que ela, de como gosta de tocar àquela hora da noite e poder passar o dia “de robe e chinelos”. Diz-se feliz por estar na sua “beloved Lisbon”, que gostava de ter visitado há mais tempo, e vai animando a plateia, que retribui com risos sinceros e muitas palmas. Depois volta ao piano, aos seus ritmos de jazz, bossa nova e samba, encantando a sala de espectáculos com os longos instrumentais e a voz poderosa.
Alguém grita da plateia “You’re beautiful!” e, mais tarde, outro alguém faz-se ouvir com “We love you Diana!”. A cantora volta a sorrir e a engraçar com os comentários, mostrando a sua boa disposição, o seu bom humor e a sua simpatia. Prestes a recomeçar a cantar, Diana baixa então o olhar e a voz, murmurando baixinho “I love you too”. É esta graciosidade, esta magnificência, que a tornam uma deusa em palco, que a fazem ganhar a atenção e a admiração do público português.

Este décimo segundo álbum que, segundo a própria cantora, é um dos mais intimistas, reúne canções como Quiet Nights, Walk on By, I’ve Grown Accustomed to His Face, So Nice, Este Seu Olhar (única música interpretada em português) e The Boy From Ipanema (variante da música A Garota de Ipanema, de Tom Jobim), todas estas interpretadas no concerto em Lisboa. Diana mistura o jazz característico da sua voz com os ritmos brasileiros, e a sua maravilhosa banda contribui com os sons da guitarra, do contrabaixo e da bateria, para o cunho pessoal que dá à música. De realçar estes três homens, Anthony Wilson, Ben Wolfe e Karriem Riggins que, através dos solos e dos improvisos, provaram, em concerto, que Diana Krall não é apenas uma mulher, mas um quarteto, uma mulher e a sua banda, uma voz e um grande poder do instrumental na sua produção musical.
Para além das músicas deste novo álbum, Diana Krall encantou o público com a sua interpretação de Cheek To Cheek e Let's Face The Music And Dance, ambas de Irving Berlin, e Let’s Fall in Love. Apesar do seu estilo marcadamente sereno, Diana e os seus músicos animaram o público com ritmos mais mexidos, nomeadamente por parte do piano da cantora, e tiveram até de regressar ao palco uma vez, após uma ovação em pé, depois da qual Diana afirmou que, para a próxima, permaneceriam em Lisboa por “duas semanas”. O único aspecto negativo a referir, no concerto, foi a péssima acústica do espaço que, apesar de tudo, não afectou a excelência do concerto.

Diana Krall, quarenta e quatro anos, passou por Lisboa neste dia 10 de Outubro, e deu outro magnífico concerto no dia seguinte, no Palácio de Cristal, no Porto. Conquistou os portugueses com a sua simpatia e a voz que fazem delirar todo o mundo. Esperemos voltar a ser contemplados com a sua presença num futuro próximo. Vê-la ao vivo é algo que não devemos perder.

Publicado em Espalha-Factos

1 comentários:

Anónimo disse...

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