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Luís Franco-Bastos... o imitador crónico

Luís Pinto-Bastos. Perdão… Luís Franco-Bastos. O nome não lhe diz nada? Talvez o conheça como «o gajo que imita o Bruno Nogueira melhor que o próprio Bruno Nogueira»…? Lá está. De facto, Luís Franco-Bastos é aquele sujeito jovem que aparece, de vez em quando, num ou outro episódio de “Os Contemporâneos”, e imita toda e qualquer personalidade, do futebol à política, de Cristiano Ronaldo a Cavaco Silva. Vencedor incontestado da primeira edição do programa-concurso “Cómicos de Garagem”, em Janeiro de 2008, apadrinhado por inúmeros humoristas da actualidade e pelas Produções Fictícias, Luís Franco-Bastos tem já o seu próprio one man show a várias vozes, o espectáculo “Papel Químico”, que esteve em cena nos dias 14, 15, 16, 22 e 23 de Maio, sempre com lotação esgotada.
É apenas um homem em palco, mas as personagens são mais de trinta. Mais do que um simples espectáculo de stand up comedy, “Papel Químico” é um monólogo com uma multidão de vozes, no qual Luís Franco-Bastos conta um pouco da história da sua vida e vai incluindo no diálogo as suas melhores imitações, transpondo para o palco as suas impressões da realidade. Ele é Alberto João Jardim, ele é José Hermano Saraiva, ele é Barack Obama. Ele canta, ele berra, ele discursa com vozes que não são suas. Perguntem-lhe qual é a sua verdadeira voz, que provavelmente vos dirá que não sabe. Em palco, parece estar numa grave crise de identidade… mas não passa de um bom humorista que nasceu para utilizar as vozes dos outros e fazer rir meio mundo.
O último dia de exibição de “Papel Químico” foi sábado, 23 de Maio, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz. Entre amigos, família e simples curiosos, o espaço intimista voltou a esgotar para ver Luís Franco-Bastos e todas as personagens que interpreta. Bruno Nogueira e Maria Rueff foram alguns dos convidados especiais que se juntaram para apoiar o jovem humorista neste projecto que, para quem perdeu, voltará nos dias 20, 21, 22, 27, 28 e 29 de Julho. Para além desta estreia gloriosa no teatro, “Os Contemporâneos” pretendem contratá-lo para fazer parte integrante da equipa, quanto mais não seja para substituir a voz do Bruno Nogueira, que o levou para a televisão e o tornou relativamente conhecido do grande público.
Numa época em que existe cada vez mais competitividade e se torna difícil agradar, no que toca à comédia, Luís Franco-Bastos encontra-se em ascensão, captando as atenções dos portugueses e construindo uma carreira que tem ainda muito para dar. Com apenas vinte anos e um metro e oitenta e seis centímetros de altura, apesar de a timidez inicial ainda não o ter abandonado por completo, está a viver um sonho e a iniciar uma etapa da sua vida que lhe está a ensinar a crescer como humorista e como pessoa. Não é uma estrela, nem o quer ser. Para isso basta imitar José Mourinho e fingir que é o special one. No entanto, Luís Franco-Bastos caminha a passos largos para o sucesso e para um futuro recheado de imitações, sendo já acarinhado pelos grandes humoristas que admira desde criança. Por enquanto, talvez seja apenas conhecido como «o gajo que imita o Bruno Nogueira melhor que o próprio Bruno Nogueira». Daqui a uns anos, porém, ninguém se enganará a escrever o seu nome. E Luís Franco-Bastos, que hoje vimos nascer e crescer, poderá tornar-se um senhor do humor português. Fiquem de olho nele.


Para mais informações, http://luisfrancobastos.blogs.sapo.pt/

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