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Já tem Twitter? Os seus ídolos já têm

É a nova moda. Depois dos célebres hi5 e Facebook, que conquistaram inúmeros adeptos em todo o mundo (cerca de 70 e 125 milhões de utilizadores activos, desde as suas fundações, em 2003 e 2004, respectivamente), chega-nos a mais recente rede de interacção social na internet: o Twitter. Apesar de ter o objectivo comum de conectar pessoas de qualquer parte do mundo, o Twitter não segue os mesmos critérios das outras comunidades, contendo uma base inovadora, e o marketing beneficia também desta nova rede, aproximando-se progressivamente das pessoas. O Twitter é uma comunidade social que, por ser ainda recente, não está sobrelotada de perfis falsos e de amizades desconhecidas, havendo até a possibilidade de comunicar com as verdadeiras estrelas do mundo dos famosos.

Criado em 2006, em São Francisco, pelo americano Evan Williams, o Twitter parte da questão ‘What are you doing?’ (‘O que está a fazer?’), que serve de base à comunicação no chamado microblogging. Cria-se um perfil simples e gratuito no site
www.twitter.com, e as mensagens podem começar a circular. A comunidade social permite a divulgação, em tempo real, de mensagens com um limite máximo de 140 caracteres, enviadas ou recebidas por computador ou SMS, em telemóveis ou PDAs com acesso à Internet. Após serem escritas, as mensagens aparecem no site, no perfil do utilizador e nos perfis de quem o seguir, havendo possibilidade de resposta por parte de qualquer pessoa. O conceito de ‘seguidor’ substitui o termo de amizade no hi5, havendo apenas pessoas a ‘seguirem’ perfis e actualizações de outras, em tempo real. E existe a hipótese de comunicação entre elas, estejam onde estiverem no globo.

Apercebemo-nos constantemente do carácter fraudulento de alguns perfis pessoais no hi5, particularmente se olharmos com atenção para os perfis de pessoas famosas. Muitos são perfis de fãs, outros pretendem denegrir a imagem da pessoa, e outros ainda pretendem apenas utilizar o estatuto do visado como passaporte para outras ‘amizades’ na rede social. As comunidades já existentes encontram-se, assim, corrompidas, sobrelotadas, mundos onde nada é o que parece, e onde apenas se pode confiar nas pessoas que conhecemos e que podemos realmente chamar de amigos. O carácter inovador e recente do Twitter permite uma quantidade ainda escassa de utilizadores, e oferece uma certa credibilidade aos perfis pessoais de algumas celebridades, portuguesas e internacionais. Alguns não deixam de ser falsos; mas se procurarmos bem, podemos encontrar alguns que pertencem realmente às pessoas famosas que visam. E podemos saber, em tempo real, o que elas estão a fazer, a pensar, a comer, a ler, a ouvir. E podemos ainda, em tempo real, comunicar directamente com elas.

Os humoristas Nuno Markl e Bruno Nogueira usam-no, trocando ideias com os utilizadores. David Fonseca e Rita RedShoes têm já perfis criados, utilizados como divulgação das suas carreiras musicais. O Jornal Público e a própria Presidência da República utilizam-no para promover notícias e iniciativas. No panorama internacional, estrelas de cinema como Mark Whalberg, William Shatner, David Lynch, Christopher Walken, Adam Sandler e Shia La Beouf usam-no também. Ellen DeGeneres, John Mayer, Richard Branson, Jamie Oliver, Andy Murray, Ryan Seacrest, são outras celebridades ‘reais’ que já se renderam, igualmente, ao fenómeno Twitter.

O casal de actores Ashton Kutcher e Demi Moore é um exemplo de comunicação através do Twitter. Durante a sua estadia na Europa, num fuso horário diferente, Ashton Kutcher quis surpreender a esposa, às 7h45 (14h45, hora portuguesa), no início do dia, e pediu aos twitters (utilizadores) que escrevessem tweets (mensagens) no perfil dela, dizendo ‘good morning, I love U’, criando uma ‘onda de amor’ para ela. A iniciativa romântica funcionou na perfeição: em sete minutos, cerca de 3600 tweets foram enviados para Demi Moore, e Ashton revelou mais tarde que esta adorou a surpresa, conseguida através da participação da comunidade. É a prova viva de que o Twitter está na moda, e é um serviço para todos.

Poder comunicar com as estrelas, sabendo que são realmente elas do outro lado da rede, torna-se também um motivo de agrado do Twitter. Que tal enviar uma mensagem a Adam Sandler, congratulando-o pelo seu excelente trabalho como actor? Porque não felicitar Jamie Oliver pelos seus brilhantes cozinhados? E Andy Murray, pela sua última vitória? O inimaginável torna-se possível a um simples clique de distância, mais simples do que alguma vez o foi. E torna-se viciante. Nuno Markl já o disse, e é comummente aceite. Descobrir pessoas conhecidas no Twitter, descobrir os seus perfis e ‘segui-los’, comunicar com pessoas famosas ou amigos que não encontramos há anos, torna-se estimulante. E colocar novas mensagens no perfil, receber respostas e comunicar com a rede criada à volta do perfil, é igualmente entusiasmante.

Apesar da imensidão de comunidades sociais existentes no mundo da Internet, e do carácter efémero que a sua importância adquire para as pessoas, o Twitter pode vir a contrariar a tendência de corrupção do espaço cibernáutico, através da sua forma inovadora de interacção, seja com celebridades ou com o mais comum dos mortais. Já tem Twitter?

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