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Há uma primeira vez para tudo...

Ontem, dia 11 de Dezembro de 2008, saiu o terceiro número da única revista de cinema em Portugal, de seu nome PREMIERE; um pouco atrasado, mas sempre bem-vindo. Enviei uma crítica por e-mail, para a revista - tentei a minha sorte (talvez fosse parar à página das críticas dos leitores...). Até ao dia de ontem, não mais me lembrei disso, mas quando a revista finalmente chegou às bancas, fui a correr comprá-la ao sítio do costume. «Espero que goste da surpresa...». E gostei mesmo. Imenso. Nunca pensei que o conseguisse, mas a minha crítica acabou por aparecer, realmente, nesta edição de Dezembro. A primeira publicação de algo que escrevi, o meu primeiro trabalho como jornalista...! É maravilhosa, a sensação :)

Aqui fica o texto:

“Busca Implacável"

Título Original: Taken
Realização: Pierre Morel
Intérpretes: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen
Nacionalidade: França, 2008


Taken é uma das palavras mais ouvidas nos tempos que correm. Somos confrontados com notícias de raptos, desaparecimentos de crianças, redes de tráfico humano espalhadas pelo mundo. É um tema real, por isso merece a atenção e a preocupação cada vez maior pela protecção das pessoas que conhecemos, do mundo e da desumanidade que o caracteriza.
Centrado no papel de Liam Neeson, o filme Busca Implacável é um alerta para o perigo que corremos ao andarmos na rua, ao falarmos com estranhos, ao viajarmos para um país estrangeiro. É um filme sólido, emotivo, com o qual nos identificamos, que vale a pena pelo tema, desvendado através do olhar atento de Pierre Morel.
Quando Kim viaja para Paris, Bryan, o seu pai e ex-agente secreto da CIA, assiste em directo, numa chamada telefónica, ao rapto da filha e da amiga por uma rede albanesa de tráfico de mulheres. Uma chamada intensa, já sem o factor surpresa devido à recorrência do trailer a essa mesma situação. Bryan parte para Paris e, reutilizando amargamente as suas capacidades, persegue os raptores e tenta encontrar a filha.
É a esta busca implacável, movida pelo amor, que assistimos ao longo do filme, sem pausas para recuperar o fôlego, com algum humor negro à mistura, e que nos transporta para uma cidade de Paris onde nada é o que parece. Neeson acarreta a difícil tarefa de representar este pai desesperado por recuperar a filha e punir os culpados pelo crime, num registo magnífico de um homem frustrado pela vida que leva.
Ainda que se consiga salvar uma rapariga, de entre um número incontável de mulheres vendidas e maltratadas diariamente, muitas outras continuarão à espera de uma salvação da vida miserável que lhes é forçada. O argumento do filme alerta para a situação geral, partindo da situação particular de Neeson, de modo a prevenir os raptos e apelar à responsabilidade necessária para enfrentar o mundo em que vivemos. E esse alerta é o ponto alto de uma história que, aparentemente vulgar, comporta uma forte mensagem de esperança.

- Para quem desconhece o mundo, ou já não o reconhece
- O melhor: o tratamento narrativo do tema, o alerta e a interpretação de Liam Neeson
- O pior: a impossibilidade de salvar mais mulheres do tráfico de que são alvo

Nota: 4/5 estrelas
Raquel Silva


2 comentários:

Miguel Pires Prôa disse...

Eh lá!!! Muito bem, parabéns! Agora tu sim és uma VIP, uma autora publicada! Vê lá é se podes publicar isto online, uma vez q cedeste os direitos à revista...

Nuno Cargaleiro disse...

Parabens!