Rss Feed

Porque aprender compensa

Portugal é um dos países que revelam mais baixos níveis de qualificação escolar e profissional entre a população adulta, de acordo com o site www.novasoportunidades.gov.pt: mais de 3.500.000 dos activos têm um nível de escolaridade inferior ao Ensino Secundário, dos quais 2.600.000 nunca completaram o Ensino Básico… Entre os mais jovens (18 a 24 anos), cerca de 485.000 trabalham sem terem concluído o 12º ano, e 266.000 sem terem terminado o 9º ano. Menos de metade da população (50%) compreendida entre os 20 e os 24 anos não concluiu o Secundário, enquanto a média da União Europeia é de 25%.
Foi de acordo com estes dados que surgiu a iniciativa Novas Oportunidades, um programa do governo que ambiciona abranger tanto jovens como adultos: Jovens que não pretendam seguir um Curso Tecnológico a nível do Secundário, mas sim um Curso Profissional que os coloque mais fácil e rapidamente no mercado de trabalho; Adultos que não tenham o Ensino Básico ou Secundário e pretendam expandir os seus conhecimentos. O objectivo desta iniciativa, de acordo com o primeiro-ministro José Sócrates, é “dar um forte e decisivo impulso à qualificação dos portugueses”; acelerar o processo de ensino em Portugal e proporcionar a todos os portugueses a oportunidade de aprender, reduzindo o analfabetismo entre a população, de modo a facilitar a política de emprego e a acompanhar a Europa a nível escolar e profissional.
Para os jovens, a iniciativa visa proporcionar um rol de escolhas para facilitar o seu acesso ao mercado de trabalho, assim reduzindo o número elevado de desistências a nível do Ensino Secundário e a nível da escolaridade obrigatória. Para os adultos, o objectivo é menos claro: pretende-se diminuir a taxa de analfabetismo e melhorar os conhecimentos, proporcionando-lhes um tipo de ensino mais acessível e directo. Por exemplo, para concluir o Ensino Básico, um adulto precisa de apenas seis meses, realizando, ao longo do ano, trabalhos sobre matérias aprendidas nas aulas, e outras de desenvolvimento pessoal. Parece injusto completar um nível de ensino com tal facilidade, até impossível; mas as suas vivências são mais importantes para os criadores do projecto do que o conhecimento mais técnico: o que importa é poder progredir social e pessoalmente.
Perante um cenário tão negro que é o ténue desenvolvimento de Portugal, José Sócrates afirma que a única opção é “a aposta na qualificação da população portuguesa”, de maneira a crescermos económica e coesamente. Esse tem de ser um esforço comum a todos os portugueses.

0 comentários: