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uma verdade inconveniente

Uma verdade inconveniente. Uma realidade inacreditável e inoportuna. Mas, acima de tudo, uma questão que nos deve sensibilizar para a sobrevivência dos seres vivos no planeta Terra. E um tema que nos deve intimidar a todos, sem excepção. Porque dele dependemos mais do que imaginamos.

"What gets us into trouble is not what we don't know. It's what we know for sure that just ain't so."
Mark Twain

O filme “an inconvenient truth” é um documentário sobre o aquecimento global, e o perigo que o nosso planeta atravessa se continuarmos a agir como se vivêssemos num mundo perfeito. Como se os nossos actos não tivessem consequências, e como se não tivéssemos consciência do que pode acontecer se continuarmos a cometer os mesmos erros de sempre. É um filme que nos tenta comover no que toca a esta ameaça, e às vidas que colocamos em risco se não fizermos algo para mudar esta situação. O ex-vice presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore, dá a cara por todos os ambientalistas e interessados por um assunto que já deu e continuará a dar muito que falar.

Al Gore é um ecologista, mas, sobretudo, um Homem. E, como tal, apercebeu-se desta questão que o próprio diz “moral” e não “política”; uma questão que nos tenta dar a conhecer através deste documentário. Que, a meu ver, conseguiu. Porque a sua capacidade de comunicação com o mais comum dos mortais o leva a transmitir toda aquela informação de uma maneira clara e coerente, através de uma alternância entre o momento de gravação da sua palestra e o plano pessoal, no qual descreve épocas da sua vida em que se apercebeu da necessidade do mundo de conhecer os problemas que o afectam, e, acima de tudo, através das experiências pessoais (o acidente do filho que quase o matou, e a morte da irmã por cancro nos pulmões – situações que mudaram a sua perspectiva de ver e enfrentar o mundo em que vivemos), que nos sensibilizam também a nós para uma realidade que pode ser inconveniente, mas que pode também ser evitada, se chegarmos a tempo.

Em vez de utilizar esta questão como um assunto político, Al Gore torna-a aterrorizadora a nossos olhos, intimidando-nos e quase obrigando à execução do seu desejo, que, inconscientemente, é também a nossa maior ambição. Não é uma acção que depende de uma pessoa; pelo contrário, tem de ser um trabalho feito em grupo e com a participação de todos os seus membros. Também porque a nota final é distribuída por todos, e por cada um. Al Gore pergunta, cito “Não devemos preparar-nos para outras ameaças para além dos terroristas?”. A resposta é óbvia: claro que sim; até porque são essas que melhor podemos evitar. Basta reciclar; poupar água e papel; ter cuidado com as emissões de dióxido de carbono; FAZER ALGO, AGIR. Mas, tanto ou mais importante, devemos alertar para esta situação, tal como os envolvidos no documentário fizeram.
"It is difficult to get a man to understand something when his salary depends upon his not understanding it."
Upton Sinclair

Pensamos que os problemas ambientais, ou, como comummente lhes chamamos, catástrofes naturais, são exclusivamente obra do acaso; consequências de um trabalho mal feito desde a formação da Terra. E o que nos faz mais falta na compreensão de uma situação tão grave como esta é a ignorância de que somos nós a provocar este impacto ambiental, e que só nós podemos fazer algo para o prevenir. Muitas vezes, acontece que mais vale estarmos calados do que alertarmos para esses assuntos e perdermos o emprego. Mas não devemos ficar parados. Há, de certeza absoluta sempre algo a fazer.

“an inconvenient truth” é um filme que se vai tornando mais interessante à medida que somos levados a entender e a concordar com o que é dito. Através de imagens, citações, gráfico e tabelas, Al Gore mostra a sua perspectiva do trabalho que ainda há a fazer para melhorar a condição da Terra, e leva-nos numa viagem a um mundo que decerto não queremos presenciar. Estamos a caminhar, lenta mas incessantemente, para uma destruição total que, mesmo que não nos afecte directamente, afectará, certamente, as nossas gerações futuras. Daqui a uns anos, “as gerações futuras poderão ter a hipótese de se perguntar «no que é que os nossos pais estavam a pensar? Porque é que eles não acordaram enquanto ainda tinham hipótese?». Nós temos de ouvir essa pergunta deles agora”, diz Al Gore. Porque o seu futuro depende das nossas acções enquanto cidadãos deste mundo e habitantes do planeta Terra.

O verdadeiro significado das coisas encontra-se na capacidade de dizer as mesmas coisas com outras palavras.
Charles Chaplin

O planeta Terra é uma pequena bola, um pixel aos olhos do Universo. Mas, para nós, significa o mundo e quem nele vive. É nele que estão “todos os triunfos e tragédias, todas as guerras, todos os avanços importantes… é a nossa única casa”. E é a nossa capacidade de aqui viver que está em jogo. Por isso, devemos dar ouvidos a este documentário que, na cerimónia dos Óscares da Academia, recebeu o devido prémio de melhor documentário de 2006. Porque nele se depositam todas as nossas esperanças enquanto civilização. Pode não ser o melhor filme do ano, mas é o mais importante e o que nos deve preocupar mais. Porque, acima de tudo, somos Homens. E, como tal, temos o dever de preservar a nossa espécie.

2 comentários:

sofia disse...

Uma verdade inconveniente!
Se me lembro, vimos documentario na aula de geografia :D E' interessante, mas um bocadinho seca tambem :x mas isso e' porque eu nao vi com muita atençao LOL

Anónimo disse...

Mesmo sem estar assinado, eu apostava que era a Faustino que tinha comentado antes. Dizer que n tinha estado com atenção e que tinha sido seca... :P
Eu adorei o decuomentário. Muito interessante, realista e sem rodeios, pq tem mesmo que ser assim, se não fica tudo na mesma e ninguem "acorda para a vida".
Eu li essa critica quando já tinhas imprimido :D
Gostei claro. Beijinhos. Íris