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A Magia do Natal

O Natal não é um acontecimento só, mas sim milhões de sentimentos diferentes. Mais do que um feriado religioso, mais do que um dia para receber prendas, mais do que uma temporada de saldos e de histórias imaginárias, o Natal é uma época mágica que nos faz pensar em coisas e pessoas que há muito não eram lembradas. É uma época de alegria, de festa, de fantasia. É tudo, e não é nada. Mas significa o mundo para quem o quer compreender.

Talvez toda a fantasia comece com o Pai Natal. Um homem velho, de barbas brancas e fato encarnado, que carrega um saco cheio de prendas. Aparece sempre na noite de Natal, no seu trenó puxado por renas, para compensar as crianças e dar-lhes o que elas merecem como prenda. Real ou lendário, o Pai Natal é a figura da época natalícia, e acreditar nele não faz mal a ninguém, nem nunca fará. As crianças idolatram-no e os adultos desprezam-no. Mas, na noite de Natal, todos devemos ser crianças e acreditar naquele homem velho, vestido de vermelho, e com umas compridas barbas brancas, porque é ele que faz do Natal aquela época mágica que tanto ansiamos viver ao longo do ano. Ele não tem que existir ou deixar de existir. E não interessa o que pensamos disso. Só temos que acreditar nele, naquela época, para vivermos o Natal da forma mais mágica possível.
As iluminações de Natal cobrem as ruas de árvores de Natal, sinos, velas, azevinhos, anjos, e Pais Natais iluminados. É nesta época que as luzes são mais valorizadas e admiradas pelas pessoas, pela sua natureza histórica ou mesmo pela sua fantasia. A mistura de cores e de sentidos faz com que elas sejam apreciadas por diversos tipos de pessoas, das mais novas às mais velhas. Elas fazem do Natal uma época brilhante e colorida, e levam à deslocação de muitas pessoas para os sítios mais iluminados, de modo a apreciarem o Natal pelas suas cores alegres e vivas. Elas trazem alegria e espontaneidade às ruas da cidade, e à época natalícia.
A árvore de Natal gigante é já uma tradição anual. A maior árvore de Natal da Europa, dizem. Todos os anos é construída com mais um ou dois metros. Tem cerca de 72 metros e milhões de luzes. Está à vista de todos, e quem a quiser ver só tem que sair à rua. Todas as pessoas que por ela passam, tentam tirar-lhe fotografias rapidamente, para não terem que estacionar o carro. E guardam essas imagens para sempre. Porque também a árvore de Natal gigante já se tornou num símbolo nacional do Natal.
Outra coisa que pode ajudar a perceber o Natal é o calendário do advento. Uns podem achá-lo infantil. Outros podem não lhe dar importância. Mas a verdade é que ele nos ajuda a viver cada dia do mês de Dezembro, até chegar à véspera de Natal. Todos os chocolates têm diferentes desenhos: Árvores de Natal, casas, bonecos de neve, sinos, anjos, velas, comboios, prendas, etc. Consoante a imagem do dia em questão, o chocolate pode ajudar-nos a viver esse dia, se acreditarmos nele. Ele pode até alegrar-nos o dia, e é capaz de o mudar se lhe dermos importância. Talvez aquele chocolate tenha um significado especial naquele dia, e nos faça actuar de uma maneira diferente da que actuaríamos, se não o tivéssemos comido. E talvez, mas só talvez, isso aconteça nos outros dias, e torne o nosso Natal ainda mais mágico.
Os bonecos de neve são símbolos do Inverno, mas o Natal aproveita-os porque é nessa época que neva mais. O frio é-lhes característico, e podemos dizer que ele até sabe bem no Natal. Porque um Natal sem frio não era, de certeza o Natal. A neve á um acontecimento raro, em Lisboa, mas aconteceu já neste ano. É uma sensação estranha, ver nevar mesmo à porta da nossa casa. Parece que estamos na Serra da Estrela, ou, melhor ainda, parece que a Serra da Estrela vem até nós. Ver as casas cobertas de neve é também uma característica do Natal. E os bonecos de neve na rua, com as pessoas a mandarem bolas de neve umas às outras, mostram o espírito de alegria e de felicidade com que se vive o Natal.
As prendas são uma tradição. Com ou sem Pai Natal, todas as pessoas compram prendas umas às outras, e o que importa não é o que se recebe, mas sim o gesto de quem dá. Há quem abra as prendas no dia de Natal, mas a maioria fá-lo na véspera, logo à meia-noite de dia 25. Todos ficam acordados até tarde para poderem ver o que receberam naquele Natal. E não são só as crianças que vibram com as prendas. Hoje em dia, aquele momento de troca e de distribuição de prendas faz parte da tradição natalícia de todas as casas, e é nesse momento que se reencontram pessoas que não se viam há anos. O Natal junta as pessoas por uma ideia comum: a festa. E as prendas fazem parte de tudo isso. Porque elas marcam aquela festa como mais nada o faz.
Desde o momento em que se monta a árvore de Natal, a magia aparece e faz-nos recordar como é bom viver o Natal. Há quem o faça um mês antes. E há quem deixe para a última. Mas, independentemente do momento, montar a árvore é um acto especial. Começamos a imaginar as prendas, debaixo dela, e, sem darmos por isso, chega o dia antes do Natal. E a árvore está mesmo cheia de prendas. Toda enfeitada, com fitas e luzes, tornou-se também num grande símbolo do Natal. Pequena ou grande, ninguém vive o Natal sem ela.
As grandes cadeias de supermercados e de lojas aproveitam esta época para motivar os pais a comprarem prendas às crianças, e para motivar as crianças a convencerem os pais a dar-lhes determinadas prendas. Por isso mesmo, as campanhas de Natal têm sempre músicas características, que ficam no ouvido e são facilmente decoradas pelas crianças. São essas músicas que não se esquecem, nem mesmo quando, no ano a seguir, já são diferentes.
Há quem diga que o Natal é quando o Homem quiser. E, no fundo até é. Mas o Natal traz-nos sentimentos mágicos, verdadeiramente próprios daquela época do ano. E, por mais que tentemos, não o conseguimos ignorar. Nem queremos. Porque ele nos faz sentir mágicos e nos leva até ao mundo da fantasia. E o mais importante não são as prendas, nem o Pai Natal, nem as pessoas com quem estamos. O mais importante é acreditar. Sempre.

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