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Centenário S. L. Benfica

Sou benfiquista desde pequena, desde que me lembro de mim, mas é difícil explicar porquê. Talvez porque toda a minha família é do Benfica, eu tenha ficado influenciada por ela, por gostar de futebol. Agora, sou sócia e fã do Glorioso. Quero ser fiel ao meu clube, ser dele para sempre. Orgulho-me de ser benfiquista, nas vitórias e nas derrotas, e vou sempre apoiar o clube do meu coração. Sinto-me contente pelo seu centenário, e honrada por saber que foi fundado a 28 de Fevereiro (de 1904), também o dia do meu aniversário. Hoje, com doze anos, e o Benfica com 100, estou feliz e com esperança de ver o meu clube ganhar muitos títulos, o que ainda não aconteceu depois de eu perceber como é bom ser Benfica. Agora, não penso noutra coisa.
Não sou do tempo do Eusébio, grande jogador, nem de outros nomes muito conhecidos. Sei que foram tempos de muitas glórias, tudo nos corria bem. Eram outros tempos, mas acredito que também no futuro se conseguirão conquistar muitos troféus. Todos nós esperamos e acreditamos nisso. Cada vez que dá um jogo na televisão, eu vejo, festejo e sofro como se aquilo fosse a minha vida. E, na prática, até é. Desespero e fico nervosa.
Com 6 ou 7 anos, fui ao velho Estádio da Luz uma única vez, e gostei muito. Lembro-me como se fosse hoje. Foi um Benfica – Alverca, e ganhámos 3-2. São coisas que nunca se esquecem. Em 2003, fiquei triste por ter que dizer adeus à Catedral, mas ao mesmo tempo feliz pela nova, que é espectacular. E lá fui eu, no princípio de 2004, rumo à nova Luz, para ver o “derby” Benfica – Sporting. Estava muito alegre por ir ao Estádio, e vibrar com a multidão benfiquista a torcer pelo seu clube. Alegre, também, por ir com a minha família a uma grande prova de segurança para o Euro 2004, e por reconhecer os jogadores no relvado. Mas, infelizmente, murchei no final do encontro, pois o 1-3 final no marcador era o resultado que menos me agradava. Estava de rastos, desiludida. Claro que a esperança de lutar voltou, embora a tristeza não tenha desaparecido. Mas é como o nosso lema “E Pluribus Unum”: temos que ser unidos e ir em frente.
Mas, afinal, o que é para mim ser benfiquista?
É comemorar as vitórias e chorar as derrotas, é ter fé e esperança, é lutar para vencer, é vibrar com o clube durante os jogos, e viver pensando no jogo do dia seguinte. Ser benfiquista é ser como uma águia: forte, corajosa e confiante; é não ter medo de nada nem de ninguém. Ser benfiquista não é ser melhor, mas sim mais inteligente por escolher o Glorioso para clube do coração e da vida inteira. Ser benfiquista é, sem dúvida, ser muito português.


Carta de amor ao meu clube:

“Querido clube,

Amo-te com todas as minhas forças. Para mim, apoiar-te é estar a teu lado nas vitórias e nas derrotas, nos bons e nos maus momentos. Amar-te é, para mim, um dever. Odiar-te é um sentimento inimaginável. Os troféus, os craques e a história são coisas do passado. Mas são eles que te fazem ser o que és hoje. Eles, o treinador, os jogadores, os dirigentes, as claques e os adeptos. Tens sócios por todo o mundo, que te veneram e quase se contentam com ver-te jogar. Afinal de contas, o futebol não é só um jogo, é também uma maneira de unir as pessoas por um gosto comum: o seu clube. É também por gostar de futebol que te considero o maior amor da minha vida. Nem sei bem desde quando, mas é um sentimento tão forte que chego a pensar que nasci com o vício de te amar. És tu que me fazes feliz quando estou triste, e me fazes chorar quando sofres. Não é qualquer um que consegue isso de mim. Estás presente no meu dia-a-dia, porque estás constantemente no meu pensamento. A minha vida não teria sentido se tu não fizesses parte dela. É contigo que quero estar até ao fim dos meus dias. Não voltarei atrás na decisão de te amar para sempre, como sempre te amei. A vida é demasiado curta para eu pensar sequer em deixar-te. Se isto for um sonho, então eu não quero acordar. Porque te amo não pelo que és, mas pelo que sinto quando penso em ti. Podes não ganhar mais nenhum troféu, mas já conquistaste o meu coração. Agradeço-te por me fazeres feliz. Acima de tudo, enriqueceste o futebol e a minha vida. Estou-te eternamente grata por isso. O amor é mesmo assim, não é verdade? Para mim, és mais do que uma simples coisa. É a ti que eu mais amo. Tens a minha palavra de que nunca te vou esquecer. Para sempre, Benfica.

Com amor…”

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